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O blogue dos 125 anos da Brotero, disponível até à data em https://esab125.wordpress.com/, passa a estar acessível a partir do endereço http://blog.brotero.com/.

Perspectivas da Brotero

Miniatura de uma mesa em madeira.

Trabalho realizado por um aluno na oficina de carpintaria – marcenaria da Escola Técnica de Avelar Brotero.

Perspectivas da Brotero

No âmbito do POPH, uma equipa da DUVÌDEO esteve na nossa Escola a recolher imagens para o programa INICIATIVA do canal 2 da RTP. Além do nosso Director José Armando Saraiva, foram entrevistados, nas Oficinas de Frio, os nossos ex-alunos do curso de Refrigeração e Climatização, 2006/2009, Ivo Jerónimo e João Caracitas, já certificados como TIM3 pela ADENE. Estes alunos deram o seu testemunho sobre os seus percursos académicos na BROTERO até à actualidade. Eles terminaram a sua formação em Setembro de 2009 e são, actualmente quadros da empresa Electroclima, sediada na Adémia, cujo gerente Sr. José Mota, também foi entrevistado. As imagens foram para o ar no dia 25 de Fevereiro, às 19.00H e 1.00H, com repetição no dia 28 domingo às 14.00H. As imagens poderão ainda ser visionadas a partir do sítio da Escola.

Charles Lepierre

Primeiro professor de química da Escola Industrial de Brotero

Nasceu em Paris em 1867 e obteve o título de engenheiro químico pela «École de Physique et de Chimie Industrielles», em 1887.

Por sugestão de Roberto Duarte da Silva, seu professor em Paris, foi contratado, pelo governo português, como chefe de trabalhos de química da Escola Politécnica e como preparador do Instituto Industrial de Lisboa, chegando a Portugal em 1888.

Em 1889 vem para Coimbra onde, exerce a função de professor de química na Escola Industrial de Brotero.

A partir de 1891, começa a trabalhar no laboratório de Microbiologia da Universidade de Coimbra onde permanece até Agosto de 1911, data em que vai para Lisboa como professor do Instituto Superior Técnico.

Em 1919 foi nomeado professor do Instituto de Hidrologia, do qual foi presidente a partir de Julho de 1933.

Foi nomeado director do Laboratório do Instituto Português de Conservas de Peixe em 1935 cargo que conservou mesmo além do jubileu (Novembro de 1937) até à sua morte (17 de Dezembro de 1945).

http://dequim.ist.utl.pt/o_deq/historia.htm

Perspectivas da Brotero

Perspectivas da Brotero

O novo edifício da Escola Brotero, inaugurado em 1958, na Quinta do Cidral na zona de S. José, ”veio pôr termo à série de agruras e vicissitudes com que se debateu ao longo da vida”esta Escola, segundo o director de então, Viana da Rocha. Desde a ocupação do refeitório do antigo convento de Santa Cruz, à do edifício do Jardim da Manga, do ex-Hospício da Maternidade frente ao Mercado D. Pedro V, do prédio da Rua da Boavista, do edifício do Museu Universitário, da Escola Primária de Almedina. Agruras que, porém, não impediram a Brotero de crescer e se transformar numa escola de referência na região, ao longo de 74 anos.

No 50º aniversário, em 2008, da inauguração do actual edifício iniciou-se a sua requalificação, há muito necessitada em vários sectores, mas ditada sobretudo pelo novos meios de comunicação e inovação tecnológica, nomeadamente os quadros interactivos, os videoprojectores e a vasta rede de programas informáticos. Hoje, as telecomunicações e toda a comunicação interna e externa da Escola passam pelo novo sistema de fibra óptica e, a partir do mês de Setembro, data prevista para a conclusão das obras, todos os serviços de secretaria, portaria, papelaria, reprografia, bar e refeitório estarão interligados, ficando, assim, mais facilitada a vida diária dos seus utentes.

A 1ª fase de requalificação começou nas antigas oficinas, hoje Bloco B, com as várias e tradicionais valências da Brotero e que constituem a sua verdadeira identidade: as oficinas de Electricidade, Electrónica, Mecânica, Mecânica-Auto, Cerâmica, Serigrafia, Teares, Carpintaria e respectivos armazéns; as salas de Hidráulica/Pneumática, CAD, CNC e os laboratórios de Construção Civil, Frio, Equipamentos Térmicos, Medidas Eléctricas, Automação e Electrónica. De notar que os novos armazéns das oficinas, as salas de Informática e os laboratórios de Física, Química e Biologia fazem parte da ampliação do antigo edifício, dado que este recebeu um novo corpo virado a norte, com uma linha arquitectónica moderna e toda envidraçada. Estas instalações entraram em funcionamento em Setembro, no início do ano lectivo 2009/10.

Entretanto, há vários meses que a construção e requalificação da 2ª fase, Bloco C (salas de professores, gabinetes de trabalho das Áreas Curriculares e arquivo), Bloco D (novo ginásio, balneários, parque desportivo coberto e posto médico) e parte poente do edifício principal se tinham iniciado. São dois blocos novos, contíguos, situados no lado poente dos terrenos centrais entre as antigas oficinas e o edifício principal, agora Bloco A, e que terão ligação directa ao bloco central, onde se situavam o antigo bar dos alunos, o ginásio e o refeitório. No início do 2º período lectivo, em Janeiro de 2010, iniciaram-se as actividades lectivas nestas novas instalações, com salas acolhedoras, um novo mobiliário e um excelente sistema acústico.

Após a mudança para as novas instalações, teve início a 3ª fase de requalificação, nomeadamente da parte nascente do Bloco A e do referido Bloco central. O Bloco A fica destinado só a salas de aula, espaço-memória, na entrada principal, agora piso -1, e à antiga biblioteca, que irá manter a sua traça original. Os três pisos ficarão ligados por um moderno elevador, como acontece já no Bloco B, destinado essencialmente a cargas e transporte de deficientes motores.

O bloco central está destinado à nova entrada da Escola que se fará pelo lado nascente, virada à praça Heróis do Ultramar, espaço bastante aberto e sem degraus e a comunicar com uma rua de trânsito reduzido e num só sentido. O amplo hall de entrada ficará situado no antigo ginásio pequeno e respectivos balneários. Deste hall central, piso 0, ter-se-á acesso facilitado à secretaria e demais serviços, aos vários blocos e recreios ajardinados que comunicarão, ao fundo, com as novas instalações desportivas. O espaço do antigo ginásio é destinado à nova biblioteca, que receberá um piso intermédio junto às janelas, ficando, assim, apetrechada para responder aos novos desafios da educação. Da ampliação deste bloco central consta a construção de um novo refeitório construído sobre o anterior, passando este a bar dos alunos, e um auditório com mais de duzentos lugares, sobre as antigas salas de artes, simétrica ao novo piso do refeitório, ladeando a moderníssima biblioteca.

Os espaços exteriores serão ajardinados, os muros requalificados e no canto, do lado nascente, do recreio frente ao antigo bar dos alunos será construído um anfiteatro destinado a actividades culturais ao ar livre.

José Armando Saraiva