Feeds:
Artigos
Comentários

Posts Tagged ‘Brotero’

O blogue dos 125 anos da Brotero, disponível até à data em https://esab125.wordpress.com/, passa a estar acessível a partir do endereço http://blog.brotero.com/.

Read Full Post »

Read Full Post »

Read Full Post »

Read Full Post »

Read Full Post »

Read Full Post »

O novo edifício da Escola Brotero, inaugurado em 1958, na Quinta do Cidral na zona de S. José, ”veio pôr termo à série de agruras e vicissitudes com que se debateu ao longo da vida”esta Escola, segundo o director de então, Viana da Rocha. Desde a ocupação do refeitório do antigo convento de Santa Cruz, à do edifício do Jardim da Manga, do ex-Hospício da Maternidade frente ao Mercado D. Pedro V, do prédio da Rua da Boavista, do edifício do Museu Universitário, da Escola Primária de Almedina. Agruras que, porém, não impediram a Brotero de crescer e se transformar numa escola de referência na região, ao longo de 74 anos.

No 50º aniversário, em 2008, da inauguração do actual edifício iniciou-se a sua requalificação, há muito necessitada em vários sectores, mas ditada sobretudo pelo novos meios de comunicação e inovação tecnológica, nomeadamente os quadros interactivos, os videoprojectores e a vasta rede de programas informáticos. Hoje, as telecomunicações e toda a comunicação interna e externa da Escola passam pelo novo sistema de fibra óptica e, a partir do mês de Setembro, data prevista para a conclusão das obras, todos os serviços de secretaria, portaria, papelaria, reprografia, bar e refeitório estarão interligados, ficando, assim, mais facilitada a vida diária dos seus utentes.

A 1ª fase de requalificação começou nas antigas oficinas, hoje Bloco B, com as várias e tradicionais valências da Brotero e que constituem a sua verdadeira identidade: as oficinas de Electricidade, Electrónica, Mecânica, Mecânica-Auto, Cerâmica, Serigrafia, Teares, Carpintaria e respectivos armazéns; as salas de Hidráulica/Pneumática, CAD, CNC e os laboratórios de Construção Civil, Frio, Equipamentos Térmicos, Medidas Eléctricas, Automação e Electrónica. De notar que os novos armazéns das oficinas, as salas de Informática e os laboratórios de Física, Química e Biologia fazem parte da ampliação do antigo edifício, dado que este recebeu um novo corpo virado a norte, com uma linha arquitectónica moderna e toda envidraçada. Estas instalações entraram em funcionamento em Setembro, no início do ano lectivo 2009/10.

Entretanto, há vários meses que a construção e requalificação da 2ª fase, Bloco C (salas de professores, gabinetes de trabalho das Áreas Curriculares e arquivo), Bloco D (novo ginásio, balneários, parque desportivo coberto e posto médico) e parte poente do edifício principal se tinham iniciado. São dois blocos novos, contíguos, situados no lado poente dos terrenos centrais entre as antigas oficinas e o edifício principal, agora Bloco A, e que terão ligação directa ao bloco central, onde se situavam o antigo bar dos alunos, o ginásio e o refeitório. No início do 2º período lectivo, em Janeiro de 2010, iniciaram-se as actividades lectivas nestas novas instalações, com salas acolhedoras, um novo mobiliário e um excelente sistema acústico.

Após a mudança para as novas instalações, teve início a 3ª fase de requalificação, nomeadamente da parte nascente do Bloco A e do referido Bloco central. O Bloco A fica destinado só a salas de aula, espaço-memória, na entrada principal, agora piso -1, e à antiga biblioteca, que irá manter a sua traça original. Os três pisos ficarão ligados por um moderno elevador, como acontece já no Bloco B, destinado essencialmente a cargas e transporte de deficientes motores.

O bloco central está destinado à nova entrada da Escola que se fará pelo lado nascente, virada à praça Heróis do Ultramar, espaço bastante aberto e sem degraus e a comunicar com uma rua de trânsito reduzido e num só sentido. O amplo hall de entrada ficará situado no antigo ginásio pequeno e respectivos balneários. Deste hall central, piso 0, ter-se-á acesso facilitado à secretaria e demais serviços, aos vários blocos e recreios ajardinados que comunicarão, ao fundo, com as novas instalações desportivas. O espaço do antigo ginásio é destinado à nova biblioteca, que receberá um piso intermédio junto às janelas, ficando, assim, apetrechada para responder aos novos desafios da educação. Da ampliação deste bloco central consta a construção de um novo refeitório construído sobre o anterior, passando este a bar dos alunos, e um auditório com mais de duzentos lugares, sobre as antigas salas de artes, simétrica ao novo piso do refeitório, ladeando a moderníssima biblioteca.

Os espaços exteriores serão ajardinados, os muros requalificados e no canto, do lado nascente, do recreio frente ao antigo bar dos alunos será construído um anfiteatro destinado a actividades culturais ao ar livre.

José Armando Saraiva

Read Full Post »

Read Full Post »

Read Full Post »

Um incêndio que deflagrou na estação dos correios a 1 de Janeiro de 1929, motivando a destruição das oficinas de Marcenaria, Serralharia, Talha e Formação, instaladas ainda no Jardim da Manga, obrigou à transferência das mesmas para o edifício recentemente ocupado pela Escola Brotero (ex-Hospício da Maternidade). Transferência que impôs, por dificuldades de espaço, a anexação de dependências contíguas, ocupadas por outros organismos, e diligências no sentido de ser construído no tabuleiro superior da cerca um corpo de oficinas.

A extinção, em Agosto de 1926, do Instituto Comercial e Industrial não contribuiu para a resolução do problema logístico, dado que um mês depois, as instalações devolutas se encontravam novamente ocupadas pela Escola Comercial, agora definitivamente incorporada na Brotero.

A 3 de Janeiro de 1935, nova catástrofe atingiu a Escola, a Torre de Santa Cruz ruiu, arrastando consigo a parte poente do edifício e inutilizando a central eléctrica privativa, montada no Jardim da Manga.

No progressivo desenvolvimento industrial e comercial da região, obrigou à ocupação de salas noutros edifícios da cidade. Assim, em 1940, o Estado arrendou um prédio na rua da Boavista (onde foi também instalada a oficina de Pintura Cerâmica, dirigida pelo célebre mestre António Vitorino), em 1957/58 ocupou uma dezena de salas no edifício do museu Universitário, por cima do Instituto de Medicina Legal, e utilizou igualmente três salas na Escola Primária de Almedina. A Escola encontrava-se deste modo dispersa pela cidade, numa situação considerada verdadeiramente insustentável.

Impunha-se, de facto, desde há muito a construção de um novo edifício. Projectos anteriores não haviam conseguido eco junto do Governo. Só após a promulgação das bases da Reforma que estabeleceu o novo Estatuto do Ensino Técnico Profissional, em

1948, foi aprovado, dentro de um programa a nível nacional, o plano de construção de um novo edifício para o ensino Técnico, em Coimbra.

A escolha do local não foi fácil, acabando por se preferir o lote da Quinta do Cidral, na zona de S. José. A construção, iniciada em 1954, terminou em Setembro de 1958. O edifício surgiu sem luxos supérfluos mas dotado do essencial. A inauguração fez-se simbolicamente em Novembro de 1958, com a presença de Leite Pinto, Ministro da Educação Nacional, e Arantes de Oliveira, Ministro das Obras Públicas.

No dizer de Viana da Rocha, seu Director, o novo edifício da Escola Brotero ”veio pôr termo à série de agruras e vicissitudes com que se debateu ao longo da vida”. Cedo, porém, a realidade se tornou outra. Nos anos 60/70,com a chamada explosão escolar e o alargamento da escolaridade obrigatória, bem depressa as novas instalações se tornaram exíguas. Assim, para além do levantamento na cerca de cinco pavilhões pré-fabricados, outras medidas foi premente tomar. Antonino Henriques, Director da Escola, tomou então a iniciativa de pôr a funcionar várias Secções, dentro e fora da cidade: a chamada Escola da Baixa (no edifício anterior, abandonado em 1958), em 1966/67; no mesmo ano uma Secção na Lousã; em 1967/68, outra no então edifício do Liceu D. Duarte, em Santa Clara; em 1969 outra ainda em Arganil.

Quando, em 1971, em apoio à experiência pedagógica posta em funcionamento pelo Ministro Veiga Simão, foi promulgado o desdobramento da Escola Industrial e Comercial Brotero em Escola Técnica de Avelar Brotero, Escola Técnica de Sidónio Pais (actual Escola Secundária de Jaime Cortesão), Escola Técnica da Lousã e Escola Técnica de Arganil, a Brotero, com aquela nova denominação, voltou a confinar-se às suas instalações de S. José. Instalações subaproveitadas, sem espaços perdidos, manifestamente insuficientes, sobretudo enquanto servindo simultaneamente os ensinos básico e secundário.

Hoje, na rua General Humberto Delgado, o edifício da Brotero – já escola exclusivamente secundária – está beneficiando de obras de requalificação, visando os novos tempos que vêm aí.

Maria de Lourdes Figueira

Read Full Post »

Older Posts »